O LADE foi concebido a partir da vivência do atual coordenador no “Tektonophysik Labor” da Universidade de Mainz, Alemanha, no decorrer do seu doutorado sanduíche em 1996-1997. Desde então foram realizadas tentativas de criação de um laboratório constituído e com produção de experimentos regulares. A partir de 2004, novos equipamentos foram sendo gradativamente adquiridos e experimentos didáticos começaram a ser produzidos. Desde 2014 o LADE se localiza no espaço ocupado atualmente.

De 1995 a 2000

No início das atividades com modelagem com materiais análogos os objetivos eram o entendimento da evolução microestrutural de zonas de cisalhamento de alta temperatura, marcada pela intensa recristalização estática (annealing), da Faixa Móvel Ribeira Central. Os experimentos sob microscópio de luz transmitida revelaram como a recristalização estática altera, ou não, a trama milonítica previamente estabelecida através de recristalização dinâmica, formando foliações miloníticas e forte lineação de estiramento. Eram usadas prensas lineares e circulares para promover deformação por cisalhamento simples em material cristalino promovendo assim a recristalização (Figuras 1 a 6). 

De 2000 a 2010

Nos anos 2000, o LADE se estabeleceu como um laboratório formal da Faculdade de Geologia da UERJ, com uma sala própria, porém inadequada aos propósitos do laboratório. Nesta fase os objetivos passaram a focar na teoria da deformação e na simulação da formação de orógenos compressivos e de riftes distensivos. Nesta fase, ainda em caráter embrionário e sem recursos próprios foram feitas várias tentativas de se consolidar o LADE como um laboratório com rotinas de trabalho. Utilizando equipamento rudimentar, construídos quase de forma artesanal, se deram os experimentos sobre a evolução de estruturas chamadas de fraturas de Riedel, através de deformação por cisalhamento simples (Figuras 7 a 12).

De 2010 a 2020