Histórico


O LADE foi concebido com base na vivência do atual coordenador no “Tektonophysik Labor” da Universidade de Mainz, na Alemanha, durante o seu doutorado sanduíche em 1996-1997. Desde então, foram feitas diversas tentativas de criar um laboratório estruturado, com produção regular de experimentos. A partir de 2004, novos equipamentos passaram a ser gradualmente adquiridos e experimentos didáticos começaram a ser desenvolvidos. Desde 2018, o LADE encontra-se implantado no espaço que ocupa atualmente.

De 1995 a 2000

No início das atividades de modelagem com materiais análogos os objetivos eram o entendimento da evolução microestrutural de zonas de cisalhamento de alta temperatura, marcada pela intensa recristalização estática (annealing), da Faixa Móvel Ribeira Central. Os experimentos sob microscópio de luz transmitida revelaram como a recristalização estática altera, ou não, a trama milonítica previamente estabelecida através de recristalização dinâmica, formando foliações miloníticas e forte lineação de estiramento. Eram usadas prensas lineares e circulares para promover deformação por cisalhamento simples em material cristalino orgânico (Norcânfora e outros), promovendo assim a recristalização (Figuras 1 a 16).

De 2010 a 2020

Entre 2010 e 2020, o LADE consolidou-se como laboratório de pesquisa e ensino, vinculado à Unidade de Desenvolvimento Tecnológico (UDT) LET – Laboratório de Estudos Tectônicos, integrante do Grupo de Pesquisa em Geotectônica da Faculdade de Geologia da UERJ (Tektos-UERJ). Após algumas tentativas infrutíferas, dentro e fora do prédio principal da universidade, o laboratório foi instalado em uma sala com condições mínimas de funcionamento. Em 2016, o engenheiro Neílson Martins de Oliveira, técnico universitário da UERJ, passou a integrar o LADE, iniciando a construção e montagem de equipamentos especializados para modelagem física com materiais análogos. Em 2018, o laboratório mudou-se para uma nova sala, mais adequada, onde permanece até os dias atuais (Figuras 31 e 32). Nesta década, foram estabelecidas novas parcerias e fortalecidas outras já existentes, como a Petrobras, a UFRN e a UFOP, tornando-se referência didática para cursos de graduação e pós-graduação em Geociências (Figura 33).

Neste período, intensificamos a nossa pesquisa sobre a evolução da margem continental sul-sudeste do Brasil e sudoeste da África, com foco na obliquidade da abertura durante e após a quebra do Gondwana (Figuras 34 a 37).

De 2020 em diante

Durante o período da pandemia de coronavírus, o LADE voltou-se para a atualização de seus equipamentos e para a organização do modus operandi do laboratório. A partir de fevereiro de 2023, a equipe passou a contar com a pós-doutoranda Carla Hemillay, além de novos recursos provenientes de projetos específicos e da aquisição de equipamentos adicionais (Figuras 38 e 39).

Desde então, o LADE passou a desenvolver projetos de maior duração. Um bolsista de Iniciação Científica também passou a integrar regularmente a equipe. Novos projetos foram iniciados, incluindo estudos sobre o comportamento do sal sobre um embasamento estruturado (Figuras 40 a 46).

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Horas

Segunda a sexta, 9h às 17h

Telefone

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