Modelagem Analógica

A modelagem física analógica é um método experimental investigativo, amplamente aplicado na geologia. O uso de modelos físicos analógicos permite reproduzir, em escala coerente, processos geológicos em laboratório, a fim de investigar a formação e evolução de estruturas observadas na natureza, permitindo estabelecer relações entre os parâmetros impostos e as estruturas resultantes. 

Ao longo das décadas a modelagem analógica se estabeleceu como uma ferramenta essencial para ilustrar, investigar e compreender a dinâmica tectônica e deformacional, garantindo observações dos processos geológicos estudados em ambiente controlado e reprodutível. Estes modelos físicos, portanto, estimulam os cientistas a conceberem e testarem modelos teóricos para o desenvolvimento de estruturas geológicas observadas na natureza.  Os avanços em materiais, métodos de medição e técnicas de registro nos modelos propiciaram análises quantitativas mais precisas e em escalas compatíveis com processos tectônicos reais.

Para replicar os fenômenos naturais em um ambiente controlado, em laboratório, é preciso garantir o uso de escalas coerentes para as dimensões, escala temporal e propriedades mecânicas, usando materiais adequados. Os materiais mais comumente usados nos experimentos são areias de quartzo, argila, silicones e microesferas de vidro, ou uma combinação dos mesmos, dependendo do experimento a ser realizado.  É essencial que as propriedades mecânicas do material análogo usado sejam conhecidas e constantes durante todo o experimento.  Adotando uma escala adequada e materiais cujas propriedades são calibradas para reproduzir o comportamento das rochas, os modelos físicos analógicos permitem simular corpos geológicos e processos tectônicos, e avaliar a aplicabilidade mecânica, geométrica e cinemática de modelos tectônicos teóricos, ilustrando as etapas progressivas da deformação.